03 outubro 2016
Viva a democracia
Em geral, as pessoas gostam de eleições, de palpitar, até mesmo comemorar resultados, rir da desgraça alheia. Tudo bem humano (e quando eu digo "humano", me incluam nessa categoria, por favor). O probleminha é acalentar a crença na democracia. Acreditar que se possa conferir autoridade moral para uma pessoa decidir sobre outras. E digo autoridade “moral” mesmo, pois se trata disso e não de outra coisa. Uma maioria que geralmente, considerando-se votos nulos, brancos e abstenções, é uma maioria bem pouco maioria. Bom, de todo modo, essa maioria teria legitimidade para colocar na cadeira um ser humano que vai decidir sobre várias regrinhas da convivência municipal. Imagine quando isso é transladado para o poder estadual e federal. Eu não acredito em democracia. E já faz tempo. Democracia sempre implica a imposição coercitiva do arbítrio de terceiros sobre o meu. Não é uma coisa que eu goste muito. Tenho uma pegada mais voluntarista, entendem. Não só não gosto como até penso que tenho uns argumentinhos para bradar que eu sou senhor de mim mesmo e, se não impedir a liberdade dos outros, posso fazer o que bem entender da minha vida.