Foi um dia memorável. Minha apresentação aqui na Anpof gerou uma histórica, esplêndida e franca, mui franca, discussão sobre obediência política. Daniel Omar Perez, sempre empolgado com os argumentos filosóficos e com o seu amado Kant, também muito contribuiu para o excelente andamento dos trabalhos no GT Criticismo e Semântica.
Senti que, aos poucos, me reconciliava com o mundo e com todas as suas imperfeições. E minha alma ficou plena de satisfação cósmica, quase tive um transe místico percebendo as coisas para além do princípio da razão, do outro lado, do lado em que percebemos o real sentido da existência e do mundo. Perdoem-me os kantianos se faço uma mistureba aqui com Schopenhauer (e também me perdoem os adoráveis e profundos schopenhauerianos). É que não pratico fidelidade a seitas. Pois bem, as coisas andaram bem e meu humor durante o dia foi ótimo. Culminou numa festa maravilhosa, com muito forró. E eu adoro forró, sempre fui um grande dançarino dessa contagiante e ensurdecedora música. No Rio Grande do Sul, todos nos ensinam, desde crianças, a amar o forró. Desse modo, estava muito bem preparado biograficamente para ficar encantado com a festa. E, assim, o dia se foi engolido pela noite e pela música amena que escolheram tocar na festa. E na companhia dos sempre queridos Jorge e Viviane.