Meu coração se enche de júbilo diante de tantas coisas notáveis que são oferecidas pelas conversas espontâneas dos participantes desse megaevento de filosofia. São os verdadeiros heróis brasileiros da busca da verdade. A propósito, é preciso deixar claro nesse diário que, quando algum grupo discute, independentemente do tema (que pode ser, por exemplo, o governo Temer, visto que filósofos desde Platão, ou antes, sabem tudo de política), sempre acabo envolvido no torpor que a profundidade dos argumentos produz em minha mente. Isso sem falar nas enormes contribuições que a filosofia no Brasil tem dado ao desenvolvimento do país. Sobre isso, nem preciso falar.
A ida da região dos hotéis, em que a maioria dos professores doutores (ui!) fica, é bem distante da UFSE, local das comunicações e tal. Quase 45 minutos de Van. Puta que pariu! De todo modo, fui recompensado quando adentrei na sala de um GT que discutia se a carta de um tal filósofo que estudo é de março ou maio de um ano da segunda metade do século XIX. Parece que uma nova investigação filológica e grafológica havia praticamente estabelecido que teria de ser uma carta de maio.
Não posso esquecer de mencionar o café aqui no hotel. Sabe, aquele belo clima que falei sobre o portão de embarque para Aracaju no aeroporto de Guarulhos? Pois é, rola algo parecido no café da manhã. Algumas semelhanças certamente, mas o quadro é bem pior. Ambiente menor. Pensem numa pessoinha que você gostaria de dar um beijo no rosto, tão grande é o amor instalado em seu coração por ela. Imaginem que esse ser das trevas cruze por você num espaço relativamente pequeno. Prepara o seu café e se senta, a amada pessoa, numa mesa próxima à sua. Imaginem meu café da manhã aqui. Não sei se vocês sabem, mas tenho por hábito procurar estar bem cedo lá na sala do café para curtir solito um momento reflexivo-alimentar, um momento importante que me forneça todos os nutrientes para um belíssimo e produtivo dia de discussões sobre o § tal do livro do ano tal da seita dos kantianos (poderia ser qualquer outra seita). Mas o café da manhã aniquila com esses meus tão nobres desejos.
Ah, as belezas de Aracaju? Ainda não pude ver. Vim aqui numa missão muito importante para os destinos do país, não vim aqui para fazer turismo ..... Hahaha....