29 setembro 2016

Entrevista com meu candidato a prefeito de Londrina

Qual a sua avaliação do atual prefeito?
- Medíocre. Não tem talento de líder político. Mas o que me espanta é alguém se declarar liberal, veja, usar essa sagrada palavra, e ter esquecido de pensar que serviços funerários não devem ser de competência da prefeitura, que serviços de telefonia não devem compor a jurisdição de uma prefeitura ou de qualquer poder político, estadual e federal incluídos. Só se eu me enganei e ele disse liberal no sentido em que os Clinton são liberais. É um sujeito politicamente menor e o fato de ele não ter se candidatado à reeleição reforça minha opinião de sua pequenez política.

- Um tanto severa sua avaliação, mas enfim o Sr. é o entrevistado. Outra pergunta: quais são seus planos de governo?
- Tentarei, servindo-me obviamente de todos os meios legais, reduzir impostos. Reduzir, por exemplo, o IPTU de todos. Todos que pagam IPTU devem pagar menos do que pagam hoje. Sem esse papo de revisão da planta. A prefeitura deve cuidar de poucas coisas. Sofrerei grande resistência. Mas vou usar o palanque, quero dizer, vou dar grande importância a uma boa Secretaria de Comunicação Social (é assim que que falam, não? Desculpe-me, é que não tive muito tempo para me preparar bem para ser candidato). Quero ser entendido pelos londrinenses. Dizer: olha, tudo bem, tem de cuidar da saúde e educação, mas a prefeitura não deve concorrer com prestadores de serviços funerários. Desregulamentar tudo a esse respeito. Desregulamentar tudo sobre transporte coletivo, ônibus, taxi, tudo sobre telefonia. Não vou conseguir nem 10% do que desejo, mas se criar um ambiente de debates sobre o uso que o chamado poder público faz do dinheiro dos indivíduos já será uma boa. Provavelmente, indivíduos concordarão que eles próprios fazem com seus recursos financeiros melhor uso do que um terceiro (como a prefeitura).

Ok. Qual o seu número mesmo? Há muitos leitores que perguntam.
- Meu número é 00. Votem em mim.