P.S: Se alguém ficou boiando, leia:
http://fratresinunum.com/2012/10/18/o-alarmante-estado-da-pucpr/
PS 2: Comentário meu ao comentário de Simone Quiezi no FB: No fundo, eu penso que uma PUC, ou uma UEL, ou qualquer universidade deveriam sempre adotar a política de diga o que pensa, sem nenhum cerceamento. Mesmo satirizações e provocações, se não devem ser estimuladas, certamente deveriam ser toleradas. Eu me inclino mesmo a pensar que os sátiros e os provocadores devem ser estimulados. Pelo menos, eles têm meu aplauso. A PUC-Pr adota uma política sábia em fazer ouvidos moucos aos alunos que reclamam do professor. A meu ver, trata-se da própria sobrevivência da universidade como um espaço de liberdade de expressão. Quero dizer que a PUC-Pr não é movida por amor à filosofia. Ela é prudente e sabe como manter o seu negócio. Mas tudo isso está ainda muito do longe do que eu entendo por liberdade de expressão. Eu entendo a liberdade de expressão como simplesmente a especificação de um modo de exercer a independência do meu arbítrio diante do arbítrio coercitivo de outrem. Logo, tudo que eu falar, seja causador de dores psicológicas nos outros ou não, jamais vai implicar a imposição do meu arbítrio ao arbítrio de outrem. Ou seja, eu jamais torno o outro servo do meu arbítrio se falo o que bem entender, mas o outro que me impede de dizer o que penso, se não tenho com ele um contrato tácito ou expresso que restrinja meu discurso, esse outro sim é quem quer ser senhor de mim. Mas, repito, a discussão que tenho visto aqui no FB foca apenas o caso do professor e isso é um erro. Se falamos em liberdade de expressão, precisamos também repudiar, por exemplo, quem quer calar um ignorante como Silas Malafaia.
PS 2: Comentário meu ao comentário de Simone Quiezi no FB: No fundo, eu penso que uma PUC, ou uma UEL, ou qualquer universidade deveriam sempre adotar a política de diga o que pensa, sem nenhum cerceamento. Mesmo satirizações e provocações, se não devem ser estimuladas, certamente deveriam ser toleradas. Eu me inclino mesmo a pensar que os sátiros e os provocadores devem ser estimulados. Pelo menos, eles têm meu aplauso. A PUC-Pr adota uma política sábia em fazer ouvidos moucos aos alunos que reclamam do professor. A meu ver, trata-se da própria sobrevivência da universidade como um espaço de liberdade de expressão. Quero dizer que a PUC-Pr não é movida por amor à filosofia. Ela é prudente e sabe como manter o seu negócio. Mas tudo isso está ainda muito do longe do que eu entendo por liberdade de expressão. Eu entendo a liberdade de expressão como simplesmente a especificação de um modo de exercer a independência do meu arbítrio diante do arbítrio coercitivo de outrem. Logo, tudo que eu falar, seja causador de dores psicológicas nos outros ou não, jamais vai implicar a imposição do meu arbítrio ao arbítrio de outrem. Ou seja, eu jamais torno o outro servo do meu arbítrio se falo o que bem entender, mas o outro que me impede de dizer o que penso, se não tenho com ele um contrato tácito ou expresso que restrinja meu discurso, esse outro sim é quem quer ser senhor de mim. Mas, repito, a discussão que tenho visto aqui no FB foca apenas o caso do professor e isso é um erro. Se falamos em liberdade de expressão, precisamos também repudiar, por exemplo, quem quer calar um ignorante como Silas Malafaia.
2 comentários:
Ou quem tenta impor - não to falando da PUC- um juízo moral sobre o uso de contraceptivos.
Um juízo moral, por natureza, nunca é impositivo, se por impositivo entendermos coercitivo. Um juízo moral apenas louva ou censura algo.
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