“Não o leia como as crianças, por divertimento, nem como os ambiciosos, para se instruir. Não, leia-o para viver”.
(Gustave Flaubert sobre a leitura de Montaigne)
Concordo. Não que nossas leituras devam descartar móbiles lúdicos, nem que devamos ler sem ambição, inclusive a ambição de instruirmo-nos (eu estou sempre a aplaudir os ambiciosos). Se Flaubert disse isso mesmo ao seu amigo - digo "se", pois minha fonte é secundária (Como Viver, de Sarah Bakewell) -, pois bem, se isso foi dito, foi bem dito. Há leituras, as mais importantes, sejam filosóficas ou literárias, limito-me às que mais me tocam, cuja importância é simplesmente vital. Elas não apenas resultam vitais, mas nos lançamos a elas por pressentirmos que são vitais. Lemos e relemos pela sede de vida que constantemente resseca nossas gargantas. É fácil entender que nesse "para viver" muito está contido. Nele está contida a motivação básica que sustenta nossa existência. Se isso é verdade, quão decisiva é nossa relação com frases, parágrafos, palavras!
Concordo. Não que nossas leituras devam descartar móbiles lúdicos, nem que devamos ler sem ambição, inclusive a ambição de instruirmo-nos (eu estou sempre a aplaudir os ambiciosos). Se Flaubert disse isso mesmo ao seu amigo - digo "se", pois minha fonte é secundária (Como Viver, de Sarah Bakewell) -, pois bem, se isso foi dito, foi bem dito. Há leituras, as mais importantes, sejam filosóficas ou literárias, limito-me às que mais me tocam, cuja importância é simplesmente vital. Elas não apenas resultam vitais, mas nos lançamos a elas por pressentirmos que são vitais. Lemos e relemos pela sede de vida que constantemente resseca nossas gargantas. É fácil entender que nesse "para viver" muito está contido. Nele está contida a motivação básica que sustenta nossa existência. Se isso é verdade, quão decisiva é nossa relação com frases, parágrafos, palavras!

Um comentário:
Existe aqueles que abre os olhos para o livro e sente suas motivações cada vez mais belamente viva,tanto, e tão somente, quando lê mais anceia que seus sentimentos exista . É, pois, cada letra sua sensação, parte indivisível das suas emoções.
Não raramente se encontra por ai: leitores depressivos por um livro que chegou ao final e seus sentimentos mortificados juntos.
Adorei o post.
Abraçossss.
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