"O intelecto não é uma grandeza extensiva, mas intensiva: sendo assim, um único indivíduo pode tranqüilamente opor-se a dez mil, e uma assembléia de mil imbecis não faz um único homem inteligente.” (Schopenhauer)
Aguinaldo, vc sabe que somos pessoas de princípios parecidos e, portanto, geralmente estou de acordo com suas posições, no entanto, jamais concordei tanto com uma declaração sua como agora. Boa sorte a nós todos amanhã e bom senso para o Brasil!!
Andréa. Obrigado pelo comentário. Procurei uma foto que dissesse duas coisas: 1) não receberá o meu voto que é amigo dos inimigos da liberdade; 2) não receberá o meu voto quem subestima minha capacidade de entender certos fatos elementares. Viva o 2º turno! Abraço.
Ufa!! Conseguimos!! Ao menos, não será a vitória triunfante que esperavam, como absolvição de todos os crimes que sequer serão julgados onde deveriam ser em um país verdadeiramente democrático (diferente de uma ditadura da maioria): em um tribunal de justiça. De todo modo, que o júri popular tenha ficado dividido com vantagem para o réu me deixa ainda perplexa. A expressiva votação do PT contraria uma noção prática no mínimo tão antiga quanto o Livro II da República: a associação necessária entre a injustiça e a aparência da justiça. Os eleitores de Lula (pesquisas qualitativas comprovam que são sim informados) simplesmente dispensam a aparência da justiça! Isto é chocante, porque, como a República bem demonstra, o teatro ao menos do louvor da justiça não se baseia necessariamente em teorias morais, mas na premissa de que o homem racional quer evitar o maior dos males: sofrer injustiça e não poder se vingar. Pois o eleitor petista, que, portanto, sequer anula seu voto acreditando que todos sejam iguais, não se importa em sofrer o maior dos males. Eu já não compreendo o eleitor que recebe a bolsa esmola e usa a lógica "pode roubar de mim, desde que me dê uma esmola com meu próprio dinheiro", quem dirá aquele que nem esmola recebe. Em resumo, o eleitor de Lula não desafia apenas a razão moral, mas mesmo a razão no sentido minimal do termo. Talvez porque quem votou massivamente em Lula foi justamente o país do carnaval e não o nosso?
Em linhas gerais, é claro que concordo com você, Andréa. Penso, contudo, que deveríamos preferir falar em "país em que verdadeiramente se respeita a liberdade dos indivíduos" do que em país verdadeiramente democrático. Acho que democracia, isto é, a constituição política que se funda na soberania popular, pode perfeitamente ser uma ditadura da maioria. Também não seria tão severo com alguns eleitores do Lula. Certamente os que são beneficiados pelo bolsa família, pelo menos a maioria, não paga mais do que recebe. De todo modo, teremos debate, não é. O coelho terá de sair da toca. Veremos. Torço para Alckmin nao seja piedoso. Abraços
Sou professor de Filosofia na Universidade Estadual de Londrina (desde 1995), Mestre em Filosofia pela UFRGS (1998) e Doutor em Filosofia pela Unicamp (2005). Minha dissertação e minha tese trataram da filosofia moral de Kant. Publiquei “O mal moral em Kant” (Curitiba: CRV, 2011) e “Chope filosófico” (Londrina; Londrix,2015). Esse último reúne alguns posts pulicados aqui no blog.
4 comentários:
Aguinaldo, vc sabe que somos pessoas de princípios parecidos e, portanto, geralmente estou de acordo com suas posições, no entanto, jamais concordei tanto com uma declaração sua como agora. Boa sorte a nós todos amanhã e bom senso para o Brasil!!
Andréa.
Obrigado pelo comentário. Procurei uma foto que dissesse duas coisas: 1) não receberá o meu voto que é amigo dos inimigos da liberdade; 2) não receberá o meu voto quem subestima minha capacidade de entender certos fatos elementares.
Viva o 2º turno!
Abraço.
Ufa!! Conseguimos!! Ao menos, não será a vitória triunfante que esperavam, como absolvição de todos os crimes que sequer serão julgados onde deveriam ser em um país verdadeiramente democrático (diferente de uma ditadura da maioria): em um tribunal de justiça.
De todo modo, que o júri popular tenha ficado dividido com vantagem para o réu me deixa ainda perplexa. A expressiva votação do PT contraria uma noção prática no mínimo tão antiga quanto o Livro II da República: a associação necessária entre a injustiça e a aparência da justiça. Os eleitores de Lula (pesquisas qualitativas comprovam que são sim informados) simplesmente dispensam a aparência da justiça! Isto é chocante, porque, como a República bem demonstra, o teatro ao menos do louvor da justiça não se baseia necessariamente em teorias morais, mas na premissa de que o homem racional quer evitar o maior dos males: sofrer injustiça e não poder se vingar. Pois o eleitor petista, que, portanto, sequer anula seu voto acreditando que todos sejam iguais, não se importa em sofrer o maior dos males. Eu já não compreendo o eleitor que recebe a bolsa esmola e usa a lógica "pode roubar de mim, desde que me dê uma esmola com meu próprio dinheiro", quem dirá aquele que nem esmola recebe. Em resumo, o eleitor de Lula não desafia apenas a razão moral, mas mesmo a razão no sentido minimal do termo. Talvez porque quem votou massivamente em Lula foi justamente o país do carnaval e não o nosso?
Em linhas gerais, é claro que concordo com você, Andréa. Penso, contudo, que deveríamos preferir falar em "país em que verdadeiramente se respeita a liberdade dos indivíduos" do que em país verdadeiramente democrático. Acho que democracia, isto é, a constituição política que se funda na soberania popular, pode perfeitamente ser uma ditadura da maioria. Também não seria tão severo com alguns eleitores do Lula. Certamente os que são beneficiados pelo bolsa família, pelo menos a maioria, não paga mais do que recebe. De todo modo, teremos debate, não é. O coelho terá de sair da toca. Veremos. Torço para Alckmin nao seja piedoso.
Abraços
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