03 julho 2006

Prazer e coerção


Na Ética a Nicômaco, Aristóteles alega que “se alguém afirmasse que as coisas nobres e agradáveis têm um poder coercitivo porque nos constrangem de fora, para ele todos os atos seriam compulsórios e forçados, pois tudo o que fazemos tem essa motivação” (EN III.1: 1110b8-9). Mas será o ato “por coerção” realizado sempre de “mau grado”? Pense numa atração irresistível. O psicopata sente prazer, mas pode-se dizer que padece de coerção interna. Parece possível, pois, praticar com prazer um ato involuntário por coerção.

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