12 outubro 2009

Felicidade

“É com efeito pela aquisição do que é bom, disse [Diotima], que os felizes são felizes, e não mais é preciso perguntar: e para que quer ser feliz aquele que o quer. Ao contrário, completa parece a resposta” (Banquete).

Muito bem dito, ó sábia sacerdotisa! Mas isso parece valer para todos os bens desejáveis por si mesmos. A felicidade, como sumo bem, precisa de qualificações adicionais, e isso Aristóteles leva a cabo de modo particularmente notável em EN I 1097a21-1097b20.

2 comentários:

Iara Fagundes disse...

Não captei a mensagem.
Parabéns pelo dia do professor.

Aguinaldo Pavão disse...

Obrigado pelos parabéns, Iara.
Fui muito telegráfico, preciso admitir. Portanto, a não captação da msg é culpa minha. O que quis dizer é o seguinte: respostas completas também se encontram em frases como: quero a virtude pela virtude; quero o prazer pelo prazer. Conseqüentemente, não é característica distintiva (específica) da felicidade servir de motivo e fim da ação. A felicidade é um bem desejável por si mesmo (BDPSM) assim como, por exemplo, a virtude e o prazer. Mas, além de BDPSM, a felicidade é um bem completo, autossuficiente. Virtude + prazer é mais desejável que só prazer. Mas com a felicidade não dá para fazer essa soma, pois ela já envolve todos os bens.