07 março 2009

O arcebispo e o estuprador

Quem pode, em sã consciência, considerar um médico que participa de uma equipe a fim de realizar aborto em uma menina de 9 anos moralmente pior que o padrasto estuprador? Como considerar moralmente generosa uma pessoa que diz ser o pecado do estupro um pecado menor que o "pecado" de dar cabo a uma gravidez de risco? Eu adoro católicos coerentes. Como eles contribuem para que as pessoas vejam quão fanática, cega, ridícula, medieval é a superstisãozinha com a qual eles sobrevivem. Oh, como eu adoro esse arcebispo estúpido!

26 comentários:

Roberto Vargas Jr. disse...

Olá, Aguinaldo.
"Quem pode, em sã consciência, considerar um médico que participa de uma equipe a fim de realizar aborto em uma menina de 9 anos moralmente pior que o padrasto estuprador? Como considerar moralmente generosa uma pessoa que diz ser o pecado do estupro um pecado menor que o "pecado" de dar cabo a uma gravidez de risco?"
Concordo com você até aqui. A generalização que se segue não é válida. Existem estúpidos dos dois lados. Há teístas que não pensam e há ateus que não pensam. E muitos dos dois lados que pensam mal. Nenhum desses tipos de pessoas é digno de ser base para teísmo ou ateísmo. Se fosse, melhor seria procurar por uma terceira via, pois nenhuma das duas seria capaz de ser interessante intelectualmente.
Sds,
Roberto

Aguinaldo Pavão disse...

Roberto.
Felizmente nosso universo é composto por diversas classes: (1) católicos estúpidos, (2) teístas não-católicos estúpidos, (3) ateus estúpidos, (4) católicos não-estúpidos, (5) teístas não-católicos não-estúpidos, (6) ateus não-estúpidos, (7) agnósticos estúpidos, (8) agnósticos não-estúpidos e por aí vai (precisamos urgentemente arrumar um lugar para os deístas). Pensei que tinha ficado claro que, no momento, meu interesse é seletivo. Eu estou interessado em jogar pedras nos membros da primeira classe.

Roberto Vargas Jr. disse...

rsrsrsrs
Desculpe, não tinha ficado claro isso não. Seu texto não faz distinção entre católicos estúpidos de outros não-estúpidos. Estavam todos no mesmo barco (aliás, os teístas dos dois tipos também pareciam estar). Mas seu comentário faz a distinção. Então está tudo certo.
Quanto às diversas classes, bem, mea culpa, também fui seletivo! rsrsrsrsrsrs
Sds,
Roberto

Aguinaldo Pavão disse...

PAINEL DO LEITOR da Folha de São Paulo de 15 de março de 2009.

Aborto e excomunhão

"Tenho acompanhado o pronunciamento dos vários articulistas da Folha sobre o caso do aborto e da excomunhão em Pernambuco.
Os textos em geral me agradaram, mas, de todos os que li, o de Drauzio Varella ("Incoerência católica", Ilustrada, ontem) parece-me o mais feliz.
Ele vai direito ao ponto.
A mola propulsora das decisões das autoridades eclesiásticas católicas coerentemente é o desejo da bem-aventurança eterna, a qual não se alcança nesta vida. Logo, o sofrimento humano, aqui neste vale de lágrimas, terá sempre importância secundária.
Disso, pode-se facilmente perceber o quão distante está o catolicismo oficial dos sentimentos morais ordinários das pessoas. Sentimentos estes voltados, felizmente, ao sofrimento humano terreno, o único que conhecemos."
AGUINALDO PAVÃO, professor de filosofia moral na UEL (Londrina, PR)

Aguinaldo Pavão disse...

Recado a alguns leitores.

Eu preciso repetir que as pessoas que enviam seus comentários devem se identificar. Eu gosto de quem mostra a cara. Também gosto de pessoas que tratam meu blog com mais carinho. Fico muito magoado se leio comentários etiquetando-o de “bloguezinho”. Por favor, sejam mais gentis. Ah, e se o acharam pouco polido, de mau gosto, feio, disforme, abominável, dou um conselho: usem melhor o tempo de vocês. Leiam coisas que sejam agradáveis aos seus refinados paladares, que provoquem sensações boas, que inspirem mais confiança nas bobagens que vocês acreditam. Mas, por favor, por favor, eu imploro, se tiverem um argumento, argumentem.
Oh, maldita inclusão digital. Oh, vida!

Anônimo disse...

Professor, li também o artigo do Drauzio Varella, mas acho que ele tratou de diversos pontos. Perdeu o foco. Achei que você foi complacente com ele.
Abraço

Aguinaldo Pavão disse...

Caro Ulisses.
Você tem todo direito, num blog, de fazer comentários genéricos. Mas eu ficaria muito agradecido se você pudesse me dizer algo mais preciso sobre minha complacência com Drauzio Varella. Se puder atender ao meu pedido, prometo uma resposta mais elaborada.
Abraço.

Anônimo disse...

Professor, não estou mais com o artigo em maos. Me lembro que ele falou sobre a finalidade da medicina, sobre os abusos sexuais de padres, sobre a piedade da igreja com criminosos, sobre os princípios medievais. Bom, vários pontos. O senhor disse que foi direto ao ponto. Eu acho que ele, como você diria, cometeu uma dispersão argumentativa.

Anônimo disse...

Senhor Pavão
Embora o senhor não tenha sido respeitoso com alguns católicos, ao inventar a categoria de “católicos estúpidos”, eu não agirei do mesmo modo. Tampouco me referirei de modo desabonador, tal como o ilustre professor o faz, ao usar a palavra “superstiçãozinha”. Somente gostaria de registrar que há farto material na imprensa explicando a atitude o arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho, um homem honrado de 75 anos, a quem o senhor insultou. Leia com calma e atenção a entrevista dela à Veja. Leia e reflita. Também pondere o fato de que a excomunhão se aplica a católicos, o que não me parece ser o seu caso. Portanto, pense bem se o senhor não está querendo que a religião dos outros seja regida pelas suas sábias opiniões. Uso as palavras do nobre professor. Se tiver argumentos contra os expostos por Dom José Cardoso Sobrinho, então argumente.
Permita-me dizer que seu texto foi lastimável.
Atenciosamente.

Aguinaldo Pavão disse...

Ulisses.
Muito obrigado pela resposta. Acho que você tem razão em linhas gerais. Portanto, nem preciso dar uma reposta “elaborada”, pois você me convenceu. Eu não deveria ter escrito “vai direito ao ponto”. Agora vejo meu erro. Eu deveria ter escrito algo como: “toca no ponto crucial”. De todo modo, acho que você não pode esperar muito de um colunista.
Grande abraço

Aguinaldo Pavão disse...

Prezado senhor Carlos Santana.
Agradeço o seu comentário. Gostei muito do tom dele. Fiquei surpreso. Em geral, as reações são passionais.
Bem, não vejo razões para considerar minha opinião sobre o arcebispo como insulto. Estupidez talvez seja uma palavra forte, mas ela foi empregada por mim no sentido que acredito ser usual, a saber, de falta de discernimento, de falta de bom senso. Eu mantenho que as declarações do arcebispo são, do ponto de vista moral, carentes de bom senso. Estão completamente distantes do entendimento moral comum. Sobre a expressão superstiçãozinha, convenhamos. Se as pessoas religiosas ficam magoadas com algumas palavras mais irônicas, ácidas, se ficam melindradas com o escárnio, a gozação em cima de suas crenças elas precisam entender que vivem num mundo em que o que para elas é sagrado não é sagrado para todos. Os cartunistas dinamarqueses fizeram troça com Maomé. Por acaso vamos defender a reação dos mulçumanos? Acho que não.
Olha, eu li a entrevista na Veja. Mantenho o que disse.
Agora vem um ponto interessante. O senhor escreve: “Também pondere o fato de que a excomunhão se aplica a católicos, o que não me parece ser o seu caso. Portanto, pense bem se o senhor não está querendo que a religião dos outros seja regida pelas suas sábias opiniões”. Não discuti em nenhum momento a excomunhão. O que discuto é o ponto de vista moral ao qual se filia o arcebispo. E qualquer ponto de vista moral, a meu ver, é universal. Logo, ele, o arcebispo, está a defender que é moralmente pior quem, na qualidade de médico, pratica o aborto do que quem, na qualidade de padrasto pedófilo, abusa e estupra uma menina de 9 anos. Esse juízo moral é estúpido (no sentido em que estipulei acima).
Mas se o senhor quiser me dizer o que há de novidade na entrevista da Veja, fique à vontade. Eu realmente agradeço o seu comentário. Acho que podemos discutir tranqüilamente.
Atenciosamente

Roberto Vargas Jr. disse...

Caros,
Gostaria de aproveitar os últimos comentários para adicionar um ponto que considero importante.
Quando a palavra "superstiçãozinha" foi usada, ela tem o objetivo de desqualificar tanto a fé quanto o pensamento católicos (neste caso, ou o teísmo de forma geral). Pois bem, isso não vale como argumento. No máximo, pode abalar o oponente da discussão. Não se abalando este, melhor é ignorar o termo que nada diz e discutir-se o que interessa.
Do mesmo modo, dizer que um pensamento ou uma atitude é medieval é inócuo como argumento. Isso não passa de um preconceito iluminista propagado aos quatro ventos e que se tornou senso comum. Além disso, se falamos de universais, eles não dependem de época. Ninguém olha para o relógio ao argumentar! O tempo não tem nada a ver com isso.
E, apenas como uma opinião, considero algumas mentes medievais muito mais profundas e argutas que a maioria dos pensadores desde o Iluminismo.
Quanto aos termos "fanática", "cega" e "ridícula", bem, devemos admitir que muitos teístas cristãos são mesmo estúpidos e estes termos lhe caem bem. Mas o mesmo vale para seus oponentes. Porém, um sistema de pensamento qualquer não pode ser avaliado, racionalmente como se pretende aqui, por seus seguidores, principalmente os estúpidos, mas por sua racionalidade.
O Cristianismo não é irracional. Não é por estes termos que se provará que é! Que temos nós cristãos a temer sobre um texto que apenas reflete a opinião de seu autor? Expresse-se ele, expressemo-nos nós.
Abraço,
Roberto

Unknown disse...

"O Cristianismo não é irracional"? Curioso! O que a razão tem a ver com a idéia de que uma virgem conceba um filho, que então ande sobre as águas, transforme água em vinho, faça cegos voltarem a ver, se levante dos mortos, etc, etc, etc... para acabar levando sua mãe em carne e osso para o "céu"... e por aí vai, por todos os santos e santos do catolicismo, amém.

Olha, se isto tudo, e muito mais, for "racional", ou seja, passível de ser justificado por argumentos válidos, então eu acho que os medievalistas, realmente, devem ganhar de goleada dos iluministas.

Mas, falando sério, justificar esses absurdos todos nem era uma missão que os medievalistas assumiriam, como todos sabemos. Uma doutrina religiosa, penso eu, deve ser classificada como tal na medida em que se baseia na tal "verdade revelada": quer dizer, vocês têm as crenças que têm, não porque os filósofos da Idade Média fossem malabaristas da razão, mas porque alguém disse que Deus lhe fez confidências e vocês acreditam. Simples assim!

Agora, claro que Deus também podia dizer coisas mais coerentes (talvez, se ele falasse com gente mais inteligente). Ele podia, por exemplo, ter revelado um critério moral, formal e objetivo, para que arcebispos não tivessem que olhar em uma tabelinha escrita em pedra para checarem se cada pecado particular está ou não lá. Pior é que a tal tabelinha diz para respeitarmos os domingos, mas não para os pais, que, por sinal devem ser honrados, não estuprarem as filhinhas. Enfim, ou Deus é moralmente estúpido também ou precisa escolher melhor seus porta-vozes, porque, de racional, não tem nada aqui, não.
Abraços
Andrea

Roberto Vargas Jr. disse...

Cara Andrea,
Primeiro, eu não sou católico. Suas noções e provocações a respeito dele pouco me importam. E se o catolicismo é a única expressão e o único pensamento do cristianismo que você pensa conhecer, você tem pouco a me dizer.
Você diz: "o que a razão tem a ver com a idéia de..." e cita tais idéias. Ora, você diz serem idéias. E se são idéias são pensamentos, se são pensamentos têm a ver com a razão.
Mas tentarei entender você, pois você deve associar o termo "idéias" a crenças. Pois bem, isso é um pouco mais interessante. Prove-me que elas são irracionais. Dizer que é óbvio não vale! Mais que isso, proponha suas idéias e prove-me que elas são racionais. Como você diz que racional é aquilo que é "passível de ser justificado por argumentos válidos", gostaria de vê-la encontrar a justificação (a razão última, devo dizer) para cada uma de suas afirmações. Se você for feliz em ambas as tarefas, poderei lhe dar algum crédito.
Curioso? Humm, você deve falar assim por não crer em milagres. Não a culpo, você tem esse direito. Mas que você creia ou não neles não os tornam irracionais. Serei mais claro: se há uma objeção que você queira realmente fazer, enuncie-a.
Ademais, você também crê em muita coisa, pois, se conhece algo, crê no que conhece. Assim, se crê conhecer, deve justificar o que crê conhecer. Mas se não crê, então não conhece. Neste caso, novamente, não pode me dizer nada.
Eu poderia lhe devolver algumas provocações, mas eu não gosto muito de discussão neste nível e não entrarei nessa. Se você tiver algo que interesse discutir, sem ataques fúteis e gratuitos, então terei prazer na conversa. Caso contrário, continue com suas crenças e me deixe em paz. Eu continuo com as minhas e não perderei mais tempo com você.
Roberto

Aguinaldo Pavão disse...

Andréa.
Obrigado pelo comentário. Acho que estamos de acordo, hehehe. Uma observação. Essa história de "o iluminismo" é deveras genérica. Eu gostaria de saber dos críticos do iluminismo qual o autor, qual o texto, qual o parágrafo.
Abraço.

Aguinaldo Pavão disse...

Roberto.
Peço gentilmente que você seja mais educado com a Andréa. Caso contrário, não publicarei seus comentários. A crítica dela foi em termos gerais e acho que você personalizaou a discussão.

Roberto Vargas Jr. disse...

Ora, Aguinaldo, que você esteja de acordo com a Andrea na sua (des)crença, não me espanta. Mas sua observação a seguir sim. Posso devolvê-la a você: quando você fala medieval, refere-se "qual o autor, qual o texto, qual o parágrafo"?
Se você considerou meu discurso vazio, digo apenas que discurso vazio por discurso vazio...
Precisamos pouco dessa atitude. Até agora nossa discussão foi interessante, mas esse comentário foi decepcionante!
Roberto

Aguinaldo Pavão disse...

Medieval.
Anselmo diz: “não busco compreender para crer, mas creio para compreender”.
Quer livro e parágrafo?

Allan Ribeiro disse...

"O que a razão tem a ver com a idéia de que uma virgem conceba um filho, que então ande sobre as águas, transforme água em vinho, faça cegos voltarem a ver, se levante dos mortos"

O que você chama de razão, Andrea (e, consequentemente, Pavão)?!

Razão é algo tão subjetivo assim, que você decida o que pode ou não se encaixar nesta categoria?

Como bem disse o Roberto, você tem pressupostos que te orientam a fazer tuas proposições. Mas quem disse que essas pressuposições são automaticamente verdadeiras?

Por que só não-virgens podem ter filhos? Só porque a experiência nos diz que tem acontecido assim sempre? Isso é irracional, e Hume já o demonstrou há séculos!

O mesmo vale para as outras coisas que você mencionou e eu citei (há algumas das coisas que você citou e que eu não acredito que não tenham acontecido, mas não porque poossam ser supostamente irracionais).

Só para você ter uma idéia, os milagres acima todos têm uma forte carga simbólica e estão totalmente relacionados ao papel que Jesus desempenhou. Por exemplo, os mortos que foram ressuscitados são uma figura para a morte e ressurreição dos crentes. Os cegos que passaram a enxergar, representam as pessoas ignorantes que passaram, após um exame racional das opções, a enxergar a verdade.

"vocês têm as crenças que têm, não porque os filósofos da Idade Média fossem malabaristas da razão, mas porque alguém disse que Deus lhe fez confidências e vocês acreditam. Simples assim!"

Acertou em cheio! É simples mesmo. Não era aquele filósofo medieval, o Guilherme de Occam, que dizia que devemos buscar as explicações mais simples para os fatos?

Além do que, os milagres que você citou (acima) tem forte carga simbólica. Por exemplo, os mortos que foram ressuscitados representam todos os crentes que voltarão à vida quando Jesus voltar. Os cegos que voltaram a enxergar, são uma figura para aqueles que, dominados pela ignorância, passam a ver a verdade, depois de fazer uma opção racional pelo cristianismo.

Aguinaldo Pavão disse...

Prezado Allan.
Muito obrigado pelo comentário. Gostei muito dele, especialmente a parte sobre Hume. Não vejo em que lugar se possa encontrar em Hume abono à tese de que aquilo que a experiência ensina seria irracional. Imagina o estrago que isso causaria na seção X. Mas talvez você esteja certo e a maioria dos leitores de Hume não tenha visto a flagrante contradição. Bem, estou aberto ao debate sobre Hume. Vamos lá. Diga-me com base em que passagem você pode afirmar o que afirmou sobre Hume.
Abraço

Allan Ribeiro disse...

Bem, Pavão, você sabe o que dizem sobre as maiorias...

De qualquer modo, na Investigação Acerca do Entendimento Humano, Hume desqualifica o princípio da causalidade como sendo não um princípio racional, mas somente um costume, tão racional quanto o senso comum.

Continuando com o raciocínio,
(1) Toda mulher que tem filhos não é virgem

(2) Maria era virgem

(3) Logo, Maria não poderia ser mãe

Segundo Hume (que se dane a maioria, Pavão, o importante é que agora você vai entender!), (3) não é consequência lógica de (1) e (2), pois essas premissas estão baseadas no que nos acostumamos a ver, mas não necessariamente que isso será sempre assim.

Aguinaldo Pavão disse...

Allan.
Obrigado pela resposta. Mas gostaria que você fosse mais paciente comigo, pois acho que li Hume demais para aceitar o que você escreveu. Você não pensa que vamos discutir Hume nesses termos rasos que você propõe, não é? Eu pedi texto. Quero texto, meu caro. Passagens, parágrafos. E não esqueça da seção X. Esqueceu da seção X? Ah, uma coisa: eu falei “a maioria dos leitores”, não a maioria dos que ouviram falar de Hume.
Abraço.

Allan Ribeiro disse...

Muito bem, caro Língua Afiada. Certamente seria um prazer atender sua gentil demanda, porém, isso exigiria de mim dispor do tempo de modo não permitido a um escravo como eu.

Eu não estava me referindo à maioria dos que ouviram falar de Hume, mas à "maioria dos que entenderam Hume".

Grande abraço!

Aguinaldo Pavão disse...

Caro Allan.
Você precisa de tempo? Para explicar justamente o que disse sobre Hume? Você não tem condições de responder singelamente alguma coisinha sobre a seção X? Quer dizer, você introduz Hume na discussão e agora corre? Lem#bre-se, foi você quem falou de Hume. E agora não consegue provar o que diz. Mas eu entendo, tudo bem.
Abraço.

Anônimo disse...

Ulisses
Professor, só agora vi essa “discussão”. O senhor, como sempre, paciente. Eu chamaria, sem querer ofender, de ignorante qualquer pessoa que diga tamanha besteira sobre um filosofo como o que foi falado sobre Hume, irracionalismo e milagres. Ignorante, isto é, ignora o pensamento do autor. Um empirista cético, não um irracionalista, um místico. Qualquer criança, talvez até a sua tia Julia (me desculpe, é que acho engraçado essa história de Tia Julia) sabe que Hume criticou os milagres devido a sua insustentabilidade empírica. Foi isso, não? É que li, na verdade reli nas ultimas horas a seção X (que esse tal de Allan não conhece).
Abraço. Foi divertido. O cara deu no pé.

Aguinaldo Pavão disse...

Ulisses.
A tia Julia não sabe nada sobre Hume. Ela só lê a Bíblia. Ahahahh
Abraço.