Pretendo nos próximos posts fazer algumas observações sobre o livro A Arte da Prudência de Baltasar Gracían. Em um de seus aforismos, ele afirma que “não há excelência sem esforço e capacidade, e se ambos estão juntos o resultado é ainda melhor. A mediocridade com esforço consegue mais que a superioridade sem ele”.Eu discordo de Gracían. Penso que um homem superior prescinde do esforço. Um homem excelente faz coisas boas espontaneamente. Não diríamos que há esforço quando alguém está fazendo o que gosta. Um medíocre esforçado somente a duras penas poderá conseguir o que um superior consegue tranqüilamente sem esforço.
4 comentários:
O coração humano tem a odiosa tendência a só chamar de destino aquilo que o esmaga.
Oi Luana.
Obrigado pela visita e comentário.
Permita-me dizer que tua frase está um tanto oracular. Não acha?
Fico sem saber se entendi ou não. Você quer dizer que o fatalismo somente é assumido quando coisas más acontecem? Sei que é pergunta de néscio, mas já perdi a vergonha de ser ignorante.
Um abraço e, mais uma vez, parabéns pelo teu blog.
AGUINALDO
Aguinaldo .. tudo bem ? feliz ano novo .. (por acaso rs) ..Apropósito.. gostaria que desse uma olhada em um artigo que escrevi sobre a pena de morte em meu blog ... claro .. desde que tiver oportunidade - mudei o endereço daquele fotolog para "www.npiocoppi.blogspot.com" ..
.. achei muito bom o que disse nessa parte :
"Penso que um homem superior prescinde do esforço. Um homem excelente faz coisas boas espontaneamente. Não diríamos que há esforço quando alguém está fazendo o que gosta. Um medíocre esforçado somente a duras penas poderá conseguir o que um superior consegue tranqüilamente sem esforço.
Abraços,
Nicolas.
..
Prezado Nicolas
Li o teu artigo e achei muito interessante [deixarei lá também esse comentário]. Concordo com muitas afirmações feitas por você. A vida está longe de se afigurar, para mim, como um bem incondicional. Não me oponho por princípio à pena de morte. Todavia, enquanto as punições legalmente estabelecidas no Brasil não representarem um elemento dissuasivo eficaz, não vejo com bons olhos a proposta de pena de morte. Ou seja, se as leis que existem [brandas em certos casos] não são a bom termo eficazes, criar leis mais severas parece-me inconsistente. Elas serão cumpridas? O aparato judiciário do Estado dará conta? Sou pouco otimista em relação a isso. De todo modo, em abstrato sou favorável à pena de morte. Sou favorável porque não vejo como se possa protestar contra a pena de morte dizendo que é injusta, ou, o que dá na mesma, que a pena de morte vá contra o direito humano básico, que é o direito à liberdade.
A tua compreensão ampla de suicídio não me agrada. Acho que devemos restringir a noção de suicídio à idéia de se pôr um termo VOLUNTARIAMENTE à própria vida.
Abraço e parabéns pelo texto.
AGUINALDO
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