14 junho 2019

Baita juiz

Não, não me refiro ao Moro, que é um herói nacional. Penso num juiz como um conceito moral. E quando meu pensamento chega a esse conceito, o que vislumbro? Bah, nada de mais. Vislumbro um sujeito que avalia litígios, argumentos, provas e indícios com imparcialidade ou, lembrando-me de um post do Ednilson Antoniassi, em que é citado um belíssimo diálogo de “Os oito odiados”, sem paixão. Felizmente, o passado do ministro Moro como juiz é um admirável exemplo dessa imparcialidade e ausência de paixão. Daí ser compreensível que muitos o considerem um herói. Sim, um sujeito moralmente superior, com equidistância comovente entre as partes litigantes.