Assim, para ser consequente, para estar em paz comigo mesmo, preciso confessar que não vejo nenhum cabimento em o Estado cuidar, querer zelar, querer proteger a minha velhice. Acredito que as pessoas têm o direito de fazerem o uso que bem entenderem de seus proventos. Ah, por isso também sou contra a proibição de cassinos, bingos e outros que tais (oh, as velhinhas perdendo seu dinheiro em jogos de azar. Oh! Mas elas não são donas de seu dinheiro?). Não precisamos do pai Estado para cuidar de nossas poupanças, não precisamos de FGTS, previdência pública, título de eleitor. Vejam como a liberdade é bonita: podemos, se quisermos, usar a bandeira nacional como tapete”.
Foi isso que eu disse ao Montaigne hoje de manhã. Montaigne? Ou foi isso que disse ao velho Delani dias atrás? (Será que é por isso que ele não fala mais comigo?). Talvez. Ou só pensei, “que tal desabafar um pouco na Internet, afinal sou também mais um novo especialista em direito previdenciário”.
