05 julho 2016
Liberdade em Schopenhauer
Estou na UEL há 21 anos e posso dizer: a filosofia acadêmica é algo comovente. Ainda mais tocante é essa tal filosofia sob os olhares de quem estuda e lê Schopenhauer, um filósofo que foi contundente em sua crítica aos vícios da filosofia universitária. Quando eu digo que, no Brasil, a teoria da liberdade e da responsabilidade moral de Schopenhauer foi definitivamente refutada por mim (no texto “Liberdade e imputação moral em Schopenhauer”. In: PAVÃO, Aguinaldo; FELDHAUS, Charles; WEBER, José Fernandes (Org.). Schopenhauer: Metafísica e Moral. São Paulo: DWW, 2014), algumas pessoas se espantam, outras desmaiam, outras saem correndo. As poucas que ficam por perto reclamam que isso não é bem assim. Ora, eu cheguei sozinho a uma conclusão análoga a que Pilar Lopes de Santa Maria chegou (e Janaway próximo e outros e outros que nunca vou ler). Se eu faço outra pose, a de citar comentaristas, tem gente que acha razoável. Seu eu digo que a interpretação é minha, se dou o meu showzinho, eles não gostam. Que maravilha, não? Ah, é o tom, não é? Hum, entendi. Ok, um beijinho, então.