Militante, seja do PT, PSDB, PQP é um ser carente, quero dizer pobre, macambúzio. Talvez não exista um ente militante, talvez ser militante seja algo apenas existencialmente circunstancial. Você acredita em algumas ideias, tem algumas opiniõezinhas e se inflama para defendê-las. Depois, você se acalma e deixa a camiseta suada da militância num canto e volta às sóbrias reflexões sobre a precária condição humana. Bem desagradável a pessoa não tirar a camiseta suada. Mas vamos pensar no camaradinha que empunha bandeiras, contra isso, a favor daquilo e blábláblá. Consideremos o caso do sujeitinho que, a todo momento, coloca um link de uma notícia que vai mudar os rumos da nação no nosso adorado Facebook. Na verdade, todos somos desgraçadamente um pouco militantes. Mas pobres mesmo são esses camaradinhas que gritam “impeachment é golpe”. Golpe? Eu olho com comiseração para os pobres diabos. Eu fico com a Dilma. Em entrevista na segunda-feira, dia 09, ela disse, corretamente, que terceiro turno sim é rompimento das regras do querido e amado jogo democrático (não existe terceiro turno). Agora, impeachment é tranquilo, meu filho. É um procedimento legal. Nunca pode ser golpe. Provado crime de responsabilidade do chefe do executivo, ele tem de ficar impedido. Bah, me dá nojo ler essas bobagens do Fernando Henrique Cardoso. Como se o fato de Michel Temer assumir tivesse de ser sopesado para o impeachment. Não, não, não. Se for provada culpa da Sra. Dilma, impeachment e assume o velho. Na boa. Se não for, ela que siga com seu mandato. Governo sempre vai ser uma merda, mas se ela for culpada, tem de cair fora. Por enquanto, tenho minhas dúvidas se caberia abertura do processo, mas nenhuma dúvida sobre impeachment não ser golpe. Jamais poderia ser golpe. E nisso sigo a Dilma e não seus tristes e desesperados militantes que parecem apelar para todos os lados a fim de defender o governo. Ora, meu filhinho, isso não é necessário. Você quer defender teu chefe dizendo “é golpe”, o teu chefe diz “não é golpe”. Viu, não fique bravinho com esse negócio de chefe, só quero tirar um sarro, tá? E no dia 15 eu vou, pela manhã, tomar café na Padaria Santos, depois diurético no Canhoto. À tarde, sofá e futebol.
12 março 2015
Impeachment
A triste vida de um militante
Militante, seja do PT, PSDB, PQP é um ser carente, quero dizer pobre, macambúzio. Talvez não exista um ente militante, talvez ser militante seja algo apenas existencialmente circunstancial. Você acredita em algumas ideias, tem algumas opiniõezinhas e se inflama para defendê-las. Depois, você se acalma e deixa a camiseta suada da militância num canto e volta às sóbrias reflexões sobre a precária condição humana. Bem desagradável a pessoa não tirar a camiseta suada. Mas vamos pensar no camaradinha que empunha bandeiras, contra isso, a favor daquilo e blábláblá. Consideremos o caso do sujeitinho que, a todo momento, coloca um link de uma notícia que vai mudar os rumos da nação no nosso adorado Facebook. Na verdade, todos somos desgraçadamente um pouco militantes. Mas pobres mesmo são esses camaradinhas que gritam “impeachment é golpe”. Golpe? Eu olho com comiseração para os pobres diabos. Eu fico com a Dilma. Em entrevista na segunda-feira, dia 09, ela disse, corretamente, que terceiro turno sim é rompimento das regras do querido e amado jogo democrático (não existe terceiro turno). Agora, impeachment é tranquilo, meu filho. É um procedimento legal. Nunca pode ser golpe. Provado crime de responsabilidade do chefe do executivo, ele tem de ficar impedido. Bah, me dá nojo ler essas bobagens do Fernando Henrique Cardoso. Como se o fato de Michel Temer assumir tivesse de ser sopesado para o impeachment. Não, não, não. Se for provada culpa da Sra. Dilma, impeachment e assume o velho. Na boa. Se não for, ela que siga com seu mandato. Governo sempre vai ser uma merda, mas se ela for culpada, tem de cair fora. Por enquanto, tenho minhas dúvidas se caberia abertura do processo, mas nenhuma dúvida sobre impeachment não ser golpe. Jamais poderia ser golpe. E nisso sigo a Dilma e não seus tristes e desesperados militantes que parecem apelar para todos os lados a fim de defender o governo. Ora, meu filhinho, isso não é necessário. Você quer defender teu chefe dizendo “é golpe”, o teu chefe diz “não é golpe”. Viu, não fique bravinho com esse negócio de chefe, só quero tirar um sarro, tá? E no dia 15 eu vou, pela manhã, tomar café na Padaria Santos, depois diurético no Canhoto. À tarde, sofá e futebol.
Militante, seja do PT, PSDB, PQP é um ser carente, quero dizer pobre, macambúzio. Talvez não exista um ente militante, talvez ser militante seja algo apenas existencialmente circunstancial. Você acredita em algumas ideias, tem algumas opiniõezinhas e se inflama para defendê-las. Depois, você se acalma e deixa a camiseta suada da militância num canto e volta às sóbrias reflexões sobre a precária condição humana. Bem desagradável a pessoa não tirar a camiseta suada. Mas vamos pensar no camaradinha que empunha bandeiras, contra isso, a favor daquilo e blábláblá. Consideremos o caso do sujeitinho que, a todo momento, coloca um link de uma notícia que vai mudar os rumos da nação no nosso adorado Facebook. Na verdade, todos somos desgraçadamente um pouco militantes. Mas pobres mesmo são esses camaradinhas que gritam “impeachment é golpe”. Golpe? Eu olho com comiseração para os pobres diabos. Eu fico com a Dilma. Em entrevista na segunda-feira, dia 09, ela disse, corretamente, que terceiro turno sim é rompimento das regras do querido e amado jogo democrático (não existe terceiro turno). Agora, impeachment é tranquilo, meu filho. É um procedimento legal. Nunca pode ser golpe. Provado crime de responsabilidade do chefe do executivo, ele tem de ficar impedido. Bah, me dá nojo ler essas bobagens do Fernando Henrique Cardoso. Como se o fato de Michel Temer assumir tivesse de ser sopesado para o impeachment. Não, não, não. Se for provada culpa da Sra. Dilma, impeachment e assume o velho. Na boa. Se não for, ela que siga com seu mandato. Governo sempre vai ser uma merda, mas se ela for culpada, tem de cair fora. Por enquanto, tenho minhas dúvidas se caberia abertura do processo, mas nenhuma dúvida sobre impeachment não ser golpe. Jamais poderia ser golpe. E nisso sigo a Dilma e não seus tristes e desesperados militantes que parecem apelar para todos os lados a fim de defender o governo. Ora, meu filhinho, isso não é necessário. Você quer defender teu chefe dizendo “é golpe”, o teu chefe diz “não é golpe”. Viu, não fique bravinho com esse negócio de chefe, só quero tirar um sarro, tá? E no dia 15 eu vou, pela manhã, tomar café na Padaria Santos, depois diurético no Canhoto. À tarde, sofá e futebol.