12/03/2014 -- 20h03
Comerciante reage e toma espingarda de assaltante em Londrina
Redação Bonde
O dono de um bazar localizado na Avenida Lindalva Silva Basseto, no Alto da Boa Vista (zona norte de Londrina), reagiu a um roubo no começo da noite desta quarta-feira (12). A tentativa de assalto ocorreu por volta das 18h30.
De acordo com Polícia Militar, o criminoso chegou ao estabelecimento em uma motocicleta. Portando uma espingarda calibre 28, ele deu voz de assalto ao comerciante, que aproveitou um descuido para tomar a arma. Assustado, o meliante fugiu do local a pé, deixando a moto para trás.
Policiais da 4ª Companhia da Polícia Militar realizaram buscas pelas redondezas, mas não conseguiram localizar o bandido.
Eu sempre fico entusiasmado com essas notícias. Gosto mais, porém, daquelas em que o assaltante se dá mal e leva uns tirinhos na perna. Mas nada me deixa mais satisfeito quando tomo conhecimento de que um assaltante, ao sacar o revólver, foi acertado com um tiro no peito.
É deplorável nossa sujeição a esse mostro chamado estado que nos proíbe o direito básico de autodefesa. Não poder ter um revólver, e digo ter um revólver sem qualquer burocracia, é talvez o ato simbólico do ápice de nossa sujeição ao poder ilegítimo do estado. Minha pergunta é sempre a mesma: que autoridade moral tem essa corja para impedir que eu compre e use uma pistola a fim de me defender? Pois, claro está, se usar uma arma para iniciar uma agressão, eu tenho de ser responsabilizado por isso, como tenho de ser responsabilizado se iniciar qualquer tipo de agressão física contra alguém.
Há quem afirme que os chamados cidadãos de bem não estão preparados para usar armas. Os defensores desse tipo de pensamento acreditam que se os indivíduos estivessem realmente conscientes de seus interesses, eles perceberiam o equívoco de possuir armas. Mas essa alegação não procede porque o melhor juiz dos interesses do indivíduo é o próprio indivíduo e não o estado, a sociedade ou qualquer outra pessoa.
Se todos pudessem ter suas armas, ouso dizer, se todos nós andássemos armados, a vida em sociedade seria muito mais pacífica (embora meu argumento não seja consequencialista). Mas aqueles, como eu, que defendem o direito individual de ter uma arma de fogo não querem nada além de ver assegurado o seu direito. Ninguém defende, que eu saiba, que todos serão obrigados a comprar armas. Apenas que não tentem me impedir com suas leis estúpidas o exercício de meu sagrado direito de autodefesa.

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