O presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná, Fábio Aguayo, segundo informe do Bonde, quer que o poder público ofereça ou aja em prol do oferecimento de um “transporte alternativo para os frequentadores dos estabelecimentos”.
A pessoa tem medo da fiscalização e ninguém quer ser constrangido. Precisamos de preços mais populares nos serviços prestados pelos taxistas e ainda novas opções de transportes alternativos.
(Aguayo, cf. Bonde dessa quarta-feira).
Não, não. Não é esse o ponto. Preço de taxi controlado pelo poder público? Um empresário pensando assim? É espantoso como essas lideranças empresariais, das quais se esperaria um pouco brio antiestatal, aceitam a ingerência completamente ilegítima do estado na vida dos indivíduos, ditando como as pessoas devem viver. Imaginemos um camaradinha que toma uma dose de uísque, sai de casa para uma reunião, e no meio do caminho uma blitz do Leviatã se impõe coercitivamente perante o uso absolutamente legítimo que esse camaradinha faz de suas propriedades, de seu carro e de seu corpo, e diz que ele não pode tomar uma dose de uísque porque lá em Brasília algumas pessoas acham que isso é errado e, por isso, merecerá pesada punição.
Com que autoridade moral o estado faz isso? Eu respondo: com autoridade moral zero. Eu nunca celebrei contrato nenhum com o estado autorizando-o a me impedir que dirija meu carro se tomei uma dose de uísque. E não há diferença em termos morais se a maioria das pessoas concorda com a lei ou não. A natureza de pura coerção sem legitimidade continua presente, seja a ação perpetrada por um só individuo seja ela executada com o assentimento da maioria. A maioria nunca foi e nunca será autoridade moral em lugar nenhum do universo.
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