Meia Noite em Paris
O ultimo filme de Woody Allen que tinha visto, You Will Meet a Tall Dark Stranger, me decepcionou. Mas Midnight in Paris é fascinante. Não consigo pensar, nesse momento, em alguma coisa que tenha me desagradado no filme. Minutos deleitosos vendo na tela grande uma história tocante. Vivemos em dois mundos. Alguns talvez protestem dizendo que vivem em três, quatro, cinco mundos, mas acho que tudo que vem depois desse insípido 1, em que vemos o visível, cabe no 2. O mundo 2 é mundo em que cabem todos os mundos menos o 1. É claro que, quando você viaja para o mundo 2, você leva as impressões do mundo 1 e vive o mundo 1 sob os efeitos encantatórios do mundo 2. Mas há pessoas mais apegadas que outras ao mundo 1, como o tal Paul. A propósito, Paul serve para Woddy Allen prestar o serviço humanitário de ridicularizar esses caras que falam de vinho (sabem tudo sobre as qualidades aromáticas e gustativas dos vinhos). São muito eruditos, mas destituídos de pensamento original. Algo deveras interessante. Ele acaba acertando - esse tal Paul -, em que pese toda sua superficialidade, na tese crucial de que é enganador crermos numa idade de ouro. Gil se cura da inocência dessa crença, mas não do sentimento da necessidade de outro mundo que o insosso 1. Com efeito, decidir ficar em Paris é tomar a decisão pelo mundo 2. Ficar em Paris significa querer submeter o mundo 1 ao 2, construir colônias do mundo 2 no 1.
1 comentários:
Já assisti 3 vezes e não me canso...
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