21 fevereiro 2009

Ronaldo ou Romário? Quem foi melhor?

Vi uma matéria no programa Esporte Espetacular (TV Globo - 08/02/2009) sobre quem seria melhor, Romário ou Ronaldo. Eis o que penso sobre tão importante assunto.

Eu acho que o melhor é Romário por uma razão simples: Romário é mais genial. Ronaldo é mais força e velocidade (Romário no início da carreira tinha uma pouco dessas qualidades). É claro que são dois craques. Porém, vejo a genialidade de Romário ligada à sua, por assim dizer, indolência, seu pouco esforço, ou pelo menos menor esforço que Ronaldo. Isso é um traço distintivo de quem faz algo com muito mais talento (supondo que faça tão bem como o outro a quem comparamos). Então, para mim o melhor é mais talentoso que esforçado. Ora, com esse critério, é claro que Romário ganha. E sempre podemos usar essas comparações em várias áreas, especialmente no campo intelectual. Os melhores se esforçam menos.

Resultados: acho, tirando o numero de gols (embora na seleção Ronaldo fez três gols a mais que Romário, ou seja, 74 gols) Ronaldo obteve melhores resultados. Inclusive foi dito no programa, pelo comentarista Cláudio Carsughi, que, enquanto Ronaldo fez dois gols no final de uma copa, Romário nenhum gol fez no final de 94 (o jornalista, não estava, é claro, considerando a cobrança de pênaltis). O jornalista pensa que Ronaldo é melhor por isso. Ou essa era uma das razões que ele apontou. Errado. Apenas mostra talvez mais empenho de Ronaldo. Gabiru fez o gol do Inter no jogo mais importante da história do colorado. É claro que a comparação é forçada, mas o ponto é que não é o resultado, o produto, mas a performance que tem de ser avaliada nesse caso. Não se trata apenas de medir o sucesso, não se deve considerar mais importante o que se alcança, mas como se busca o que se quer alcançar. (Para registrar, a meu ver Romário foi muito mais importante para a conquista de 94 que Ronaldo para a conquista de 2002)

Dizem quem uma das qualidades de Ronaldo é que ele é humilde. Realmente, Ronaldo é humilde. Ao menos, se comporta publicamente assim - e é o que basta para ser considerado humilde. Particularmente, tenho aversão à humildade (sei que as pessoas que me conhecem ficarão surpresas com essa informação, mas estou aqui abrindo meu peito). Romário não tem nada de humilde. Isso me atrai. Ele é pernóstico e irreverente. Dele a frase. Deus olhou e disse: “esse é o cara”. Artisticamente, o futebol de Romário é mais belo, encantador. Repito, é claro que estamos nos referindo a dois craques. Portanto, também há algo genial em Ronaldo, mas em Romário há mais virtuosismo futebolístico.

Uma última observação sobre resultados e performance. Muitas pessoas são exitosas na vida mesmo sem grande brilho, mas ainda assim elas são dignas de aplauso. O simples fato de serem exitosas revela que há algo nelas que exerce legitima atração. Há ainda pessoas brilhantes, que consideraríamos dignas de êxito, mas que são fracassadas. Ainda seremos atraídos pelo brilhantismo delas, se não ficarem chorando seus fracassos. Agora, há pessoas exitosas e brilhantes, intensas, e essas nos fascinam inelutavelmente. Penso ainda numa quarta classe, a das pessoas relativamente exitosas mas sedutoramente brilhantes. Essas também são fascinantes. Há outras classes, mas essas ... coitadas ...

11 comentários:

Allan Ribeiro disse...

Ficou marcado para mim um gol que Romário não fez, mas para o qual foi essencial. Trata-se de um gol que o Branco fez chutando a bola de longe, pela ponta esquerda, com muita força. Romário estava perto do goleiro(como sempre), de costas para o Branco. A bola se aproxima e vai bater em cheio nas costas de Romário. Sem olhar para trás ele, não sei como, faz um movimento com o quadril e a bola passa raspando nas costelas dele. Por ele estar onde estava, o goleiro não viu a bola chegando e o gol foi inevitável.

Craque é assim, faz até sem querer! Romário na cabeça.

Alison Mandeli disse...

Existe um grau de genialidade onde fica difícil escolher entre os gênios. Ai é preciso buscar os diferenciais. Romario e Ronaldo estão nesse grau de genialidade, mas Romário com certeza se destaca pela sua irreverência e personalidade. Acontece o mesmo com o Marcos e o Rogério Ceni; os dois estão no mesmo nível de genialidade, mas Rogério se destaca pela habilidade nas bolas paradas.

Meu voto é para o Romário e para o Rogério Ceni.

Unknown disse...

Não sei se eu qualificaria o Ronaldo como gênio, porque o sucesso dele foi mais produto de uma condição física privilegiado, a meu ver. Para mim, gênio é cara que até fora de forma desequilibra, como Romário e Maradona, por exemplo. Já o Ronaldo, se não puder explodir mais que a zaga, serve pra quê?

Ralph Kohler disse...

Aguinaldo.

Excelente texto. Concordo plenamente contigo. Em recente post, escrevi sobre Ronaldo. Penso que ele é um jogador diferenciado por ser dotado de uma habilidade agraciada pela natureza somente aos poucos craques do futebol mundial, além de ter uma bela história de superação frente as graves contusões que tivera ao longo de sua vitoriosa carreira. Entretanto, penso ser Romário o maior jogador de futebol que tive o privilégio de acompanhar em plena atividade, se comparado aos outros dois geniais que também vi jogar. (Ronaldo e Zidane). Sua indolência e pouco esforço, frizadas no texto, denotam um incremento de genialidade futebolística frente a Ronaldo. Todavia, aos amantes de futebol é fato que Ronaldo não se resuma à mera condição física. O que muitos custam em compreender, a meu ver, é que condição física é necessária, mas não suficiente para que jogadores com as características de Ronaldo sejam geniais. Ronaldo é genial, pois não se limita à mera condição física. Ele possui algo que o diferencia dos demais que jogam nos mesmos moldes e características. Romário seria mais genial, pois seu futebol requer menos condições físicas que Ronaldo, mas não pelo fato de Ronaldo ser mero produto de condição física privilegiada. Se assim fosse, Usain Bolt deveria estar na seleção de futebol jamaicana escalado na mesma função e posição em que Ronaldo atua: pegando a bola e saindo feito louco pra cima dos zagueiros (é mera condição física e blá blá blá).

Abraço

Anônimo disse...

Aguinaldo,

Preciso discordar da afirmação "Os melhores se esforçam menos". Quem se esforça menos é o MAIS PREGUIÇOSO. Por isso, ele é pior (do que aquele que se esforça).

É verdade que ele precisa de menos esforço para alcançar o mesmo que um esforçado menos talentoso. Porém, em igualdade de condições, o preguiço é pior.

Talento e indústria ou iniciativa são duas características importantes. Em algumas atividades artísticas o talento sozinho serve para alguma coisa. Em alguns esportes também. Nas atividades intelectuais, por sua vez, o "talento" sozinho é muito pouco. Depois de mais de dois mil anos de produção intelectual, é preciso muita "estrada" e muito esforço para dizer algo relevante. Nunca conheci pessoalmente alguém intelectualmente excepcional apenas pelo talento (estou excluindo as discussões de bar, o bom humor, a astúcia, a presença de espírito em situações cotidianas..., agradáveis nos talentosos, mas nada além disso).

Voltando a Romário e Ronaldo, gosto dos dois. Para mim, ambos são absurdamente preguiçosos, indisciplinados, descuidados... Mas o Romário é ainda mais. Por isso, acho o Ronaldo melhor. Entre dois talentos que se equivalem, prefiro aquele mais focado, determinado, ou seja, o que possui um pouco mais de indústria.

Abraço,

Gabriel

Aguinaldo Pavão disse...

Gabriel.
Imaginemos um esforçado e um talentoso. O talentoso estuda e escreve aprazivelmente por 5 horas. Vai produzir algo brilhante. O pobre do esforçado ficará estudando 10 horas e não produzirá outra coisa a não ser macaquices intelectuais. Quem é genial, a meu ver, faz coisas geniais com o mínimo esforço. É preciso opor esforço não à preguiça, mas à graciosidade espontânea no desenvolvimento de alguma atividade. O individuo genial deve mais à natureza a sua genialidade. Não adquirimos brilhantismo por esforço. Esforço é algo que todos nós precisamos para executar certas atividades, mas jamais iremos além da burocracia medíocre nos esforçando na vida.

Acho que se, mediante um experimento mental, reduzíssemos nosso universo a uma mesa de bar, teríamos de admitir que nela há gênios e esforçados. Os esforçados precisam de um empurrãozinho para pronunciar uma frase banal. Talvez os esforçados, que pouco tem a dizer numa mesa de bar, sejam os preguiçosos da mesa de bar e os brilhantes preguiçosos sejam os gênios da mesa. Mas isso só valeria, é claro, se tudo fosse mesa de bar.

Você fala na necessidade de muita estrada para dizer algo relevante. Eu pergunto: que estrada tinha Pascal aos 15 anos? Quantos esforçados com 50 anos não conseguem sequer resmungar algo interessante que alguém de 23 oferece em abundância.

O que se faz com prazer nem sempre alcança os melhores resultados. Por isso, meu ponto não é exatamente o resultado. O esforçado, mesmo não passando de um pobre burocrata, pode obter mais resultados que alguém brilhante. As contingências estão aí dispersas e prontas para aplicar seus golpes. É claro que pessoas esforçadas contribuem para o progresso da humanidade. Não é esse o meu ponto. Acredito que pessoas laboriosas, ávidas por empilhar moedas e mais moedas sejam extremamente úteis para a gloriosa humanidade, mas jamais chamaríamos o Tio Patinhas de um sujeito genial. Acredito que um medíocre esforçado somente a duras penas poderá conseguir o que um ser superior consegue tranqüilamente sem esforço.
Você diz que em igualdade de condições, o preguiçosos é pior. Mas o desequilíbrio aqui ocorre por causa do talentoso preguiçoso. Isso não prova que o desequilíbrio ocorre por causa do esforço. Descartes dormia 10 horas por dia! Schopenhauer passava horas dormindo à tarde.
Uma pessoa menos preguiçosa, não é por isso apenas, mais esforçada. Imaginemos alguém dormindo 5 horas por dia e passando o resto do tempo trabalhando no que gosta. Por não ser um preguiçoso ele não será necessariamente um esforçado. O esforço implica luta contra alguma tendência. Por exemplo, se estou com sono, me esforço para ficar acordado. Esforço envolve resistência. É como se houvesse disposições em luta. Eu posso passar o dia todo escrevendo um romance sem me esforçar, por pura espontaneidade, por uma necessidade instintiva de expressar minha imaginação criadora. Posso fazer tudo isso, pois, de bom grado, aprazivelmente. O que faço por prazer não faço lutando contra uma tendência rebelde. Faço sem esforço. O esforço é o pobre do continente (para lembrar um pouco Aristóteles). Podemos até encontrar resquícios de talento no esforçado, mas em geral será o talento burocrático. Para usar uma expressão que Tugendhat usa (com outro objetivo), o esforçado não se coloca inteiro nas coisas que faz, haja vista seu ser estar por assim dizer cindido por tendências opostas e em duelo.
Enfim, todos podem se esforçar, mas nem todos podem ser brilhantes.
Abraço

Almir Escatambulo disse...

Pavão muito legal este texto, pois mostrou o que eu pensava a bastante tempo... Dizem que o Ronaldo é o fenomeno, mais quem levou a copa sozinho foi Romario em 94, lembro como se fosse ontem....
Isso somente deomnstra a sua sua afirmação deque os ¨menos esforçados são so melhores¨ porque estes sabem atirar no lugar certo... Muito legal... gostei

Anônimo disse...

O retorno financeiro e o "colocar-se inteiro nas coisas" não ajudam nessa discussão. A cara talentoso tende a ganhar mais dinheiro se o seu talento é valorizado (os jogadores são o maior exemplo), mais isso evidentemente não é algo necessário. Imagine se os caras tivessem nascido em 1800, quando o futebol (e o pagode) sequer existia. O estar inteiro nas coisas, por sua vez, é algo difícil de precisar. Serve para livros de auto-ajuda. É claro que é necessário um foco razoável, sob pena de ficar sempre na superficialidade, mas só um obsessivo-compulsivo está inteiro em algo.

O genial faz as coisas com menor esforço. Nunca discordei disso. Porém, o meu ponto é que quando é difícil medir a genialidade, ou, em uma escala menor, o talento (em duas pessoas em níveis semelhantes), o esforço/empenho faz a diferença. Foi o que disse em minha primeira aparição. Diferentemente do que você diz, o desequilíbrio obviamente não ocorre só por causa do talentoso-preguiçoso. Decorre também do não-talentoso-esforçado.

Nas atividades intelectuais, o talento (pelo menos aquele que encontramos com mais frequência), sozinho, é muito pouco. Há cada vez menos Romários (os melhores que já existiram) nessa área. Na filosofia, p.ex., há algum vivo? Sempre foram exceção, é verdade. Hoje, ainda mais. Os exemplos que você mencionou, Descartes, Schopenhauer, Pascal, não falam muito. Apenas confirmam que gênios desse porte estão em extinção (e duvido que a maioria deles também não suasse a camisa, mesmo dormindo 10 horas ou tirando um cochilo à tarde - informações que mais provavelmente servem para vender livretos biográficos). No Brasil, por exemplo, é difícil mencionar um só gênio (na história toda).

Quem produz com qualidade (longe da genialidade), atualmente, além de usar o talento, rala. O processo criativo é na maior parte das vezes doloroso para quem quer que seja (grande gênios ficavam doentes ao terminar uma obra ou composição; romancistas [brilhantes] costumam contar "as dores do parto" de um livro). Os prazeres compensam, é claro. Se não fosse assim, pouco seria produzido. Há também muitos momentos prazerosos durante a execução, certamente.

Já na Filosofia, particularmente nas grandes universidades, as teses de livre-docência são um trabalho da viva toda do sujeito. E nem todas são Brilhantes. Se compararmos com os textos clássicos que estudamos (dos "Romários"), nenhuma é genial. É uma pena, mas nem o Tio Patinhas, nem mesmo os nossos mais ilustres professores são brilhantes, com raríssimas exceções. Vemos algumas coisas interessantes, que valem à pena ser lidas e que merecem respeito, mas que estão longe da genialidade. Vivemos o império do "talento burocrático", para usar sua expressão. Não quero me vincular ao Olavo de Carvalho (por quem não tenho a menor simpatia; nem muito menos acho ele melhor do que os colegas que ensinam e estudam filosofia), mas o que é a ANPOF, além da divulgação e discussão dessa espécie de talento? Há alguma coisa interessante, os mais e os menos talentosos, mas há algo de genial? Só no bar, depois das comunicações.

Aguinaldo Pavão disse...

Caro Gabriel.
Muito interessante a discussão. Obrigado por me dar o prazer de discutir contigo. Faço isso sem nenhum esforço. Mas já advirto: fazer algo sem esforço é condição apenas necessária, não suficiente da genialidade. A propósito, acho que é uma opinião muito sensata a tua acerca da excepcionalidade dos gênios, sobre a extinção em curso dos gênios, acerca do fato de que no Brasil é difícil mencionar um só gênio, de que o Brasil não produziu nenhum gênio na filosofia. Ok. Ok. Ok.
Onde está a nossa divergência? Talvez ela resida numa compreensão diferente sobre o que seja esforço. Eu tenho a impressão – e me corrija se estiver errado - que você entende que trabalhar em algo, envolver-se seriamente numa atividade, já implica esforço. Eu não. Eu apresentei no comentário anterior minha idéia do que seja esforço.
Com base na compreensão de esforço que tenho, acredito poder afirmar o seguinte. Se o que uma pessoa tem de melhor é algo que ela nos oferece devido ao seu esforço ela é burocrática (talvez nem seja medíocre, mas certamente é burocrática). Agora, se o que uma pessoa tem de melhor é espontâneo, faz parte de sua natureza, corre nas suas veias (desculpe, você não gosta dessas expressões; parecem que elas te fazem lembrar de livros de auto-ajuda, mas procure se deter apenas no argumento), bem, como dizia, se é algo sangüíneo, visceral, então realmente essa pessoa tem algo de genial, talvez apenas traços de genialidade; de todo modo, estará favoravelmente disposta a ser brilhante.
O esforço é democrático, a genialidade é aristocrática. Isso é trivial (por isso mesmo verdadeiro).
Abraço

Anônimo disse...

Aguinaldo,
Acho que discordamos principalmente quanto ao que é genial ou brilhante: a sua aristrocacia talvez seja mais democrática.
Discordamos também sobre o que é o esforço. O envolvimento sério em uma atividade envolve esforço (embora inversamente proporcional ao prazer). A espontaneidade, sozinha, não tira ninguém da mediocridade. Por mais "visceral" ou "sanguíneo" que o sujeito seja, sempre vai haver algum esforço. A simples leitura da Crítica da Razão Pura em alemão não envolve esforço, mesmo para o mais visceral dos seres não germânicos? Escrever um doutorado razoável também não? Ou você, um provável visceral, reclamava à toa? Quando acaba o ímpeto visceral, a espontaneidade, normalmente ainda há bastante trabalho pela frente. Abs.

Anônimo disse...

Em primeiro lugar,acredito que o Ronaldo esteve exposto a uma mídia diferenciada daquela que existia no tmpo áureo de Romário.Romário jogava na Espanha ,holanda e nós só víamos o jog uma semana depois.A informação global a respeito do futebol não tinha a dimensão da veiculada no tempo de Ronaldo. Foi extremamente massificado em nossas vidas todos os lances de Ronaldo e o fenômeno que era,mas alguns lances do Romário ,para vermos ,temos ainda que pesquisar bem na web.Acho que com tudo isso ,sem retirar os méritos de Ronaldo; ele tenha sido super dimensionado por uma mídia influente.Já o caso relacionado a talento e a preguiça,que despertou polêmica,utilizarei minha vida ,pois se encaixa bem no perfil Romário.
Sou um professor de Física , e quando era estudante pouco ficava em sala de aula, mas mesmo assim tirava as melhores notas. Havia um colega de classe, filho de uma professora que estudava como um cão,porém não conseguia tirar notas melhores que as minhas.Por eu ser subversivo e andava com os bagunceiros minha fama sempre foi a de um péssimo aluno,á que eu não fazia o esteriótipo do bom aluno e ele sim .Além de ter a mídia (professores) ao seu lado , era sempre simpático.Qual não foi minha surpresa a dar aula na UFF pra uma turma de matemática , e descobrir que um de meus alunos era filho dele, e ao perguntar sobre o mesmo descobrir ainda que o mesmo é bancário ...apenas bancário. nada contra os bancários.
Aposto que todas as pessoas que estudaram comigo devem achar que virei um vagabundo...
...minha satisfação é saber que ele sabe a verdade!!! é como Romário e ROnaldo ... o Ronaldo sabe a verdade.