22 setembro 2007

Richard Dawkins e Deus


Em seu mais recente livro publicado no Brasil, Deus, um delírio, Dawkins empreende um ataque violento à crença religiosa. Confesso que, em geral, o livro me agradou muito. Não vejo qualquer forma de fanatismo ou fundamentalismo ateísta em seus juízos sobre a crença religiosa. As religiões em geral estragam as mentes de seus seguidores e, o que é pior, muitas vezes arruínam a vida de inocentes. Ademais, os supostos desígnios divinos levam uma surra de Darwin. Ok, concordo em laragas linhas com Dawkins, porém ele não me disssuadiu do meu agnosticismo, mas disso tratarei em outro momento.
É preciso dizer que seu ataque não se volta exatamente contra toda e qualquer forma de crença religiosa. A sua arrebatada ofensiva visa a atingir o judaísmo, cristianismo e islamismo Se seu ataque fosse a toda e qualquer forma de crença religiosa, seria preciso uma discussão sobre o significado de religiões como budismo e confucionismo. Será que estas são religiões mesmo? Dawkins não trata dessa questão. Ou melhor, faz uma sumária e reticente declaração sobre elas. Ele afirma: “não me preocuparei nem um pouco com outras religiões como o budismo e o confucionismo. Na verdade, o fato de elas serem tratadas não como religiões mas como sistemas éticos ou filosofias de vida quer dizer alguma coisa” (p. 64). Sua posição muda numa nota, na altura da página 323, ao concordar com a critica dirigida à doutrina budista do “rebaixamento na hierarquia da reencarnação devido aos pecados de uma vida passada” (nota 95). Nada mais. Logo, pode-se considerar que sua argumentação contra as religiões é restritiva
O próprio título do livro revela-se, num certo sentido, enganoso. É bem verdade que ele critica os tradicionais argumentos filosóficos empregados para defender a existência de Deus. Mas essa critica parece marginal e rasa se comparada às paginas que ele dedica a investir contra as grandes religiões monoteístas.
Um ponto alto do livro é sua alegação de que se trata de um verdadeiro abuso o que os adultos fazem com suas crianças ao imporem a elas suas religiões. As crianças não deveriam ser educadas numa religião ou outra, pois elas não têm ainda a capacidade reflexiva necessária para avaliar criticamente o que pode ser considerado verdade, mero dogma, fantasia, ou mentira. É muito feliz a sua repetida tese de que não existem crianças cristãs, judias ou maometanas. Existem apenas crianças que são filhas de pais cristãos, judeus ou maometanos. Ora, essa alegação está muito próxima das palavras de Schopenhauer em seu Diálogo sobre a religião. Nesse Diálogo - em que Schopenhauer defende a idéia da necessidade metafísica da humanidade nutrida seja pela religião, seja pela filosofia - a educação religiosa das crianças é entendida, corretamente a meu ver, como manipulação, como o estabelecimento duradouro de dogmas que dificilmente serão abalados quando se chegar à fase adulta. Mas em nenhum momento Dawkins cita Schopenhauer, e ele ganharia muito lendo este Dialogo. Há muitas outras coisas a dizer sobre esse belo livro, Deus, um delírio. Dawkins não deveria considerar certas ideologias políticas, como o comunismo, como crenças religiosas? Bem, espero ter tempo para escrever mais sobre o livro na seqüência.

6 comentários:

Anônimo disse...

Estou abrindo um diálogo a respeito desse post que você colocou. Espero podermos conversar a respeito. Você pode colocar a réplica no seu blog mesmo se preferir. A gente vai alternando.
Abs

Aguinaldo Pavão disse...

Edgar.
Li o teu post e vou colocar aqui para ficar mais fácil para quem visitar meu blog, ok? Na seqeuncia apresento o que poderiamos chamar de "tréplica". Mas acho que o debate irá longe.
Abraço.

Anônimo disse...

BLOG DO EDGAR
http://www.geocities.com/pedrapomis/blog.html

Religião: desilusão ou não
Sábado passado, o professor Aguinaldo Pavão colocou em seu blog um texto comentando o livro “The God delusion”, de Richard Dawkins. Só hoje vi o post, então começo o diálogo a partir de algumas observações.

“As religiões em geral estragam as mentes de seus seguidores e, o que é pior, muitas vezes arruínam a vida de inocentes”. O professor não entra em pormenores sobre como ocorre tal estrago e tal ruína, mas fica claro o seu repúdio pela religião. Como uma pessoa religiosa, eu não consigo ficar indiferente a isso. Eu respeito o fato de que as pessoas são livres para acreditar ou não, mas ainda me choca essa idéia de que a religião simplesmente estraga! Mas eu começo, mesmo assim, dando a mão à palmatória, em alguns aspectos.

É verdade que a religião aliena as pessoas, cria sectários intolerantes, gente que se pauta em dogmas e costumes para se colocar acima dos outros. Dia desses ouvi o testemunho de uma colega que trabalha numa empresa cujos donos são judeus: o palestrante, um judeu, falando sobre Israel numa palestra dirigida a uma platéia reconhecidamente mista, ridicularizava, sem o mínimo decoro, os cristãos. Como a religião serve de terreno fértil para o aprimoramento do preconceito e da arrogância! Para mim, que sou católico, confesso, é pesado ouvir nosso Papa dizer que a Igreja Católica é a única verdadeira! Isso me lembra o filme Lutero, em que o jovem questiona o seu professor sobre o absurdo da declaração: “fora da Igreja não há salvação!” Parece que voltamos no tempo, e esquecemos que o sacramento salvífico é algo destinado a qualquer indivíduo que busca a Deus. Boff, no célebre “Carisma e Poder” alertava, já no umbral do livro, sobre os perigos de uma articulação errada entre Reino – Mundo – Igreja. Em outras palavras: ninguém ou nenhuma instituição é "portadora" da salvação.

É verdade ainda que em não poucos casos a religião transporta as esperanças da pessoa para outro mundo, fazendo com que elas não dêem a atenção merecida para este mundo. Rousseau, no último capítulo do “Contrato Social”, lembrou-se muito bem disso.
Eu ouço algumas pessoas deblaterarem sobre quem entrará ou será recusado no paraíso; outras tremem de preocupação pela salvação; há quem diga como será a sua acolhida no paraíso. Todos, porém, parecem ignorar um dos grandes problemas (talvez o maior) que é saber o que nós estamos fazendo aqui. Devemos nos ajudar e nos preocupar uns com os outros? Ou será melhor praticar a indiferença estóica em relação a tudo? A vida que tenho: eu devo usá-la ou abdicá-la em jejuns, penitências e orações? A propósito, a virtude está na prática da comissão ou da omissão? E aqui me lembro da crítica de Hume:

“celibato, jejum, penitência, mortificação, negação de si próprio, submissão, silêncio, solidão e todo séqüito das virtudes monásticas – por que razão são elas por toda parte rejeitadas pelas pessoas sensatas senão porque não servem a nenhum propósito: não aumentam a fortuna de um homem no mundo nem o tornam um membro mais valioso da sociedade, não o qualificam para as alegrias da convivência social nem o tornam mais capaz de satisfazer-se consigo mesmo? Observamos, ao contrário, que elas frustram todos esses desejáveis fins, estultificam o coração e endurecem o coração, toldam a imaginação e amargam o temperamento” (Uma investigação sobre os princípios da moral. Ed. Unicamp 1995, p.154)

Realmente, é preciso reconhecer que a religião nalguns casos atrapalha o pleno amadurecer da pessoa, principalmente se ela incute no indivíduo medos e dependência. Porém eu me pergunto se é só isso que a religião faz. Vou dar um exemplo bem simples. Participo de um grupo no qual vejo jovens casais empenhados em respeitar o cônjuge, e em construir um lar em que possam dividir alegrias e tristezas num clima de mútuo compromisso. Quando olho para eles, vejo que aquilo ali não é de mentirinha: é algo bom, necessário, é um valor! Doação, compromisso, compreensão... não me parece que sejam coisas facilmente encontradas em toda parte na nossa sociedade, no mundo da política, nas transações do dia-a-dia. Eu ouço sempre as palavras dinheiro, usufruto e vantagem.

Não estou dizendo que fora da Igreja não é possível encontrar pessoas boas, casais exemplares ou cidadãos virtuosos. Nada disso. Eu me pergunto muitas vezes se as pessoas (sobretudo de nossa sociedade: em sua maioria pobre e ignorante) não podem chegar a ser boas, felizes, realizadas e civilizadas sem a religião, nos moldes defendidos por Russell. Eu me pergunto!

Será mesmo “um verdadeiro abuso o que os adultos fazem com suas crianças ao imporem a elas suas religiões” (?) “As crianças não deveriam ser educadas numa religião ou outra, pois elas não têm ainda a capacidade reflexiva necessária para avaliar criticamente o que pode ser considerado verdade, mero dogma, fantasia, ou mentira”
Neste fim de noite, em que estou escrevendo já cansado, talvez o que possa dizer é que eu fui criado desde sempre num ambiente religioso e de alguma forma sinto que a religião pode nos dar suporte para agir melhor, pode colaborar para reforçar nossos laços éticos e em muitos casos pode nos dar conforto, sobretudo ante a questões que estão além da nossa compreensão racional. Quando vejo o exemplo de minha própria mãe, que fez e faz tantas coisas por mim, de graça, por amor, eu me impressiono e sinto que isso é importante eu fazer ao meu próximo. Obviamente não o faço como poderia fazer, mas sei que devo tentar, e não abandonar esse caminho.

Abro o diálogo, Aguinaldo, com estas palavras!
Abraços.

Aguinaldo Pavão disse...

Caro Edgar
Agradeço a oportunidade de podermos déb ater um assunto tão interessante como Deus e religião.
Inicialmente, é preciso esclarecer que Dawkins não trata da “desilusão” (disillusion) da religião, mas sim do elemento ilusório dela (delusion), ou do que há de patológico neste elemento. Daí a tradução ter sido feliz em usar o termo “delírio”. Com efeito, basta ler as primeiras páginas do livro par perceber que não se trata de uma mera ilusão, mas de uma ilusão psiquiatricamente relevante.
Eu acredito que não devemos censurar o Papa por ele ter alegado que a Igreja Católica é a única verdadeira. Se o catolicismo fosse apenas uma verdade entre outras, então por que alguém deveria ser católico em vez de luterano, calvinista ou pentecostal? O Papa e os católicos devem acreditar, presumo, que pertencem à verdadeira religião. Isso me parece pacífico. Não há nisso, por si só, algo de intolerante. Se afirmo que governos que não assumem a liberdade individual como princípio são governos merecedores de críticas, pois não são o melhor governo, eu não estou sendo intolerante com quem defende que os governos devem assumir a igualdade como princípio. Estou apenas defendendo o que acho ser verdadeiro. Agora, nessa discussão não-religiosa eu posso recorrer à razão, às evidencias. Numa discussão sobre se o catolicismo é melhor que o xintoísmo, qual o papel da razão? Quais as evidencias que darão suporte a alegada superioridade?
Dawkins, corretamente, entende que a religião se baseia na fé. E a fé se basta a si mesma. No limite, acredita-se que Maria gerou um filho imaculadamente. Acredita-se que seu filho fez milagres e que era Deus. Discutir racionalmente isso não é uma atitude religiosa. A atitude religiosa é acreditar nisso por que alguém disse ou está escrito em algum lugar que é assim.
Quando você fala do grupo de casais, deve-se dizer que grupos análogos não precisam de modo algum da religião. Quando você fala do ambiente católico em que foi criado e dos benefícios de ter sido orientando moralmente por uma família religiosa, eu posso tranqüilamente responder que não precisamos da religião para fazer o bem e suportamos as dores da existência.
Abraço.

Anônimo disse...

Ok, Aguinaldo, vamos continuar.

Gostaria de começar lembrando um dos desafios encarados por Rousseau quando da confecção do “Contrato Social”. Preocupado com a necessidade de os cidadãos terem um verdadeiro sentimento de pertença, o genebrino propôs mecanismos – alguns deles ad hoc, como a própria figura do legislador – que pudessem justamente convencer e unir os cidadãos. Na verdade, Rousseau sabia que apelos racionais são insuficientes para fazer as pessoas levantarem-se do seu sofá e agirem em prol da coletividade. Por isso ele menciona, nas “Considerações sobre o Governo da Polônia” a necessidade de festivais, músicas e outros artifícios, porque isso contribuiria para reforçar os laços comunitários. Faço esta menção inicial com o propósito de preparar terreno para minha tese.

Antes que você me pergunte: “Qual é o ponto?”, eu vou dizê-lo.
O ponto é que nós seres humanos, além da dimensão racional, temos outras dimensões que merecem ser exercitadas. Dimensões como a estética, a religiosa, a lúdica etc.
O sentimento religioso que brota em nós não é uma “ilusão psiquiatricamente relevante”, mas uma dimensão que clama por ser trabalhada. Se alguns vivem sem exercitá-la ou se outros não lhe dão importância, e tais pessoas dizem que isso é melhor e mais confortável para elas, disso não se segue que as dimensões humanas não existem ou não são importantes.

É verdade que a dimensão racional tem um papel peculiar dentro desse conjunto, pois um fiel fanático, um consumidor ingênuo ou um cidadão a-crítico são comportamentos nada razoáveis. Mas querer submeter tudo ao crivo da razão, como se ela tivesse livre e absoluto predomínio sobre todas as outras esferas não é o caminho. Lembremos que mesmo ela tem os seus aspectos negativos. Adorno e Horkheimer explicaram que em seu germe, o cogito cartesiano carregava essa tendência a ser dominador e controlador. Na antropologia rousseauniana a razão é comparadora e a partir das comparações feitas por ela nascem vários desvios. A própria história nos mostra, por meio de exemplos como o das guerras mundiais no século XX, que grandes avanços no campo da razão (e lembremo-nos de que a ciência é um dos rebentos mais orgulhosos dela) não ajudaram milhares de pessoas a se livrar do terror e da tragédia. E então quando se fala para algumas pessoas que é preciso dosar a insubordinada razão, elas satirizam, como se isso fosse pieguice. Assim como a religião, a razão também tem seus limites. Não se trata dos mesmos limites, mas de assumir que ambas os têm.

Veja: “nessa discussão não-religiosa eu posso recorrer à razão, às evidencias. Numa discussão sobre se o catolicismo é melhor que o xintoísmo, qual o papel da razão? Quais as evidências que darão suporte a alegada superioridade?”
Você sempre recorre à razão, como se outras esferas que possuímos lhe fossem escravas, débeis ou mesmo precisando fornecer a sua razão de ser. Nesse ponto, acho sua postura um pouco sobranceira. O exemplo de Rousseau nos ilustra que fortes laços sociais não são construídos por apelos racionais. Há ainda outras esferas cujo universo não se encaixam em critérios racionais, e mesmo assim nós as procuramos, nós lhas aderimos, nós lhas acreditamos. O papel da razão, a princípio, é iluminar e tornar a fé mais crítica e segura.

É importante destacar que eu não quero olvidar o lado racional, e incorrer no que você sugere: “a religião se baseia na fé. E a fé se basta a si mesma.”
A fé não se basta. Ela precisa da razão. Disso dão mostra os esforços dos “fathers of church” para estabelecer, a partir de critérios racionais, as bases da religião cristã. Anselmo, Agostinho, Aquino e outros.

A mim parece que você está sempre cedendo a uma necessidade de estabelecer as coisas em termos de superioridade-inferioridade, válido-inválido. “Se o catolicismo fosse apenas uma verdade entre outras, então por que alguém deveria ser católico em vez de luterano, calvinista ou pentecostal?”
A lógica que o leva a pensar que a razão é a única autorizada a dizer a última palavra sobre tudo também lhe inculca que entre as religiões deve reinar o mesmo critério inter-excludente. Vejo que seria ingenuidade acreditar que as pessoas vão a esta ou àquela igreja porque pensam que ela é a única verdadeira (daí porque soarem pra lá de extemporâneo as declarações do papa). Há exceções, porém é bastante claro que esse não é um dos motivos prioritários que leva as pessoas à Igreja.
Quando penso que algumas religiões instituídas podem melhorar o homem, podem educá-lo e inseri-lo num grupo que o ajude a ser melhor, por que não considerá-las boas e necessárias? E se elas realmente cumprem o propósito de estimular as pessoas a um encontro com Deus, não importa – em última instância – o seu nome.

Abraços.

Aguinaldo Pavão disse...

Edgar.

Eu não preciso da razão para acreditar em Deus. Afinal de contas a razão é muito arrogante. Eu não gosto do nariz dela. Eu prefiro outras dimensões do ser humano. Eu acredito em Deus porque eu sinto que ele existe. Se esse é o ponto, não há nada para discutir. Nenhum diálogo poderá ser encetado. Agora, se alguém diz: eu acredito que Deus existe e tenho elementos para sustentar minha crença. Presumivelmente, os elementos serão articulados racionalmente. E tais elementos estarão se expondo ao crivo da razão. Se alguém diz: Não vejo fundamento racional na existência de Deus. E alguém replica: eu também não vejo, mas ainda assim quero continuar acreditando em Deus, pois isso me faz bem. Ok, ok. Encerrada a conversa. Tragam o próximo tema.

Se a crença na ocorrência de uma gestação por uma virgem quer ficar ao abrigo dos ataques da presunçosa razão, basta dizer algo como: acredito na virgem Maria porque meus pais me ensinaram, porque li na Bíblia, porque o padre repete isso ou qualquer outra coisa deste jaez. Mas veja bem, se alguém está disposto a defender a razoabilidade da crença, parece-me mais do que legítimo que lhe sejam cobradas as razões de sua crença. É simples.

A própria história nos mostra, por meio de exemplos como o das guerras mundiais no século XX, que grandes avanços no campo da razão (e lembremo-nos de que a ciência é um dos rebentos mais orgulhosos dela) não ajudaram milhares de pessoas a se livrar do terror e da tragédia.

Mas o que a razão tem a ver com o fato de homens tomarem decisões erradas? Não é justamente a razão que nos leva a criticar guerras e tragédias humanamente provocadas?

O papel da razão, a princípio, é iluminar e tornar a fé mais crítica e segura.

Não, não. A meu ver, o papel da razão é dispensar a fé religiosa. Se se tratasse de algo como a “crença racional” em Kant, aí então eu poderia achar razoável o que você fala.

A mim parece que você está sempre cedendo a uma necessidade de estabelecer as coisas em termos de superioridade-inferioridade, válido-inválido.

Essa conversa de inferioridade vs superioridade não cola, pois sempre estamos comparando. Será este um bom argumento? Freqüentemente fazemos esta pergunta. Portanto, todos nós, seres pensantes, acreditamos que há coisas miseravelmente defendidas (inferiores) e outras consistentemente defendidas (superiores).

Quando penso que algumas religiões instituídas podem melhorar o homem, podem educá-lo e inseri-lo num grupo que o ajude a ser melhor, por que não considerá-las boas e necessárias? E se elas realmente cumprem o propósito de estimular as pessoas a um encontro com Deus, não importa – em última instância – o seu nome.

Se tivesse que fazer uma escolha entre a ilusão que consola e a verdade que desespera, escolheria a verdade. Eu prefiro que as pessoas sejam estimuladas a pensar por conta própria e a encontrem a verdade do que encontrarem Deus (ser cuja existência não pode ser provada).

Abraços.