01 agosto 2006

Por que Nietzsche não?


Talvez jamais possamos renunciar a uma certa dose de paixão em nossas leituras. Por exemplo, por Nietzsche eu nutro um grande desprezo filosófico (não literário). Nietzsche odiava a argumentação. Daí ele considerar Sócrates um grande vilão de nossa cultura. Vejam bem que coisa insana, Sócrates, o amante das definições precisas, o brilhante debatedor, o homem que enfrentou corajosamente a morte por coerência aos seus princípios morais, um vilão.

Um comentário:

Aguinaldo Pavão disse...

Prezado Cleantes
Obrigado pelo comentário.
Não posso concordar com sua veemência. A meu ver, há estudiosos e estudantes (e convenhamos que há estudantes estudiosos, não duvidemos) sensatos sobre Nietzsche. No Brasil, há excelentes professores que estudam Nietzsche. O meu ponto é que Nietzsche não pratica o que eu considero elementar em filosofia, ou seja, clarificação conceitual. Percebo um elemento de pregação nos escritos de Nietzsche (no fundo, ele é um pastor, um admoestador religioso), e isso não me agrada, sem falar na sua hostilidade para com Sócrates (acho que essa hostilidade diz muito).
Seu nome (apelido) é interessante, pois lembra não só o estóico, como também o personagem dos Diálogos de Hume - mas, por gentileza, da próxima vez, me diga o seu nome e cidade, ok).
Abraço