Que noite! Que coisa fantástica essa irracionalidade e passividade do torcedor. Não batemos pênaltis, se nossas pernas tremem, não perdemos a bola. As pernas de Igor Gomes não são uma extensão das nossas (apenas nos lançam na fúria de uma impotente cólera). E ficamos 2 horas na maior tensão na frente de uma televisão, no desespero, numa quase convulsão físico-mental, mais sofrendo que tendo prazer. E o gosto, o sabor, a explosão do gol de Rochet..... Nenhum ser racional torceria por um time de futebol (aliás, a lista de coisas que um ser racional não faria é imensa e nela se encontram as nossas mais importantes ocupações, preocupações e atividades).
