Mas, em outros, a imodéstia é tão cheia de charme, tão saborosa.
Tenho um modo franco, fácil de insinuar-se e de obter crédito nos primeiros contatos.[...] Minha liberdade também facilmente me livrou da suspeita de fingimento, por seu vigor (não hesitando em dizer coisa alguma, por mais pesada e contundente que fosse) [...] Ao agir, não pretendo outro fruto senão agir, e não atrelo a isso longas consequências e projetos; cada ação faz seu jogo particularmente: que o lance dê certo se puder.
(Montaigne, claro).
O que seria de nós sem o autoengano, sem esse querido eu amigo para nos iludir?