“Nós vivemos com suposições fáceis, não é? Por exemplo, que a memória é igual a: eventos mais tempo. Mas é tudo muito mais complicado do que isso. Quem foi que disse que memória é o que nós achamos que tínhamos esquecido? E devia ser obvio para nós que o tempo não age como um fixador, e sim como um solvente. Mas não é conveniente – não é útil – acreditar nisso: não nos ajuda a tocar nossas vidas; e então nós simplesmente ignoramos".
“Eu descobri que esta pode ser uma das diferenças entre a juventude e a velhice: quando somos jovens, inventamos diferentes futuros para nós mesmos; quando somos velhos, inventamos diferentes passados para os outros”.
Julian Barnes. O sentido de um fim. Tradução de Léa Viveiros de Castro. Rio de Janeiro: Rocco, 2012.